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Bom Dia! Hoje é: 25/09/2018
Politica

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SENADOR CANEDO TEM CENTRO DE REFERÊNCIA NO ATENDIMENTO
            A desinformação e a falta de apoio são fatores que contribuem para manter a crença de que a violência envolvendo a mulher, a criança, o idoso e a pessoa com deficiente físico são acontecimentos 'naturais', como se fizessem parte da cultura de nossa sociedade. Em Senador Canedo, entretanto, essa realidade tem sido combatida com rigor. A Secretaria Municipal de Assistência Social, Habitação e Atenção à Mulher (Semasam), atua por meio de uma complexa rede de atendimento com o propósito de prevenir, combater e acolher vítimas de violência na cidade.
            Entre os integrantes desse sistema, que também inclui a Diretoria da Mulher, o Ministério Público, o Conselho Tutelar, a Delegacia de Defesa da Mulher e a Polícia Militar, está o Protege. Criado em 2007 a unidade é considerada hoje um centro de referência no amparo a pessoas que tiveram seus direitos violados. O local funciona 24 horas e abriga equipe multiprofissional, composta por 27 integrantes, entre eles psicólogos, advogados, assistentes sociais e educadores.
            A titular da Semasam, Marcelita Manze, explica que o Protege é uma instância maior, onde a vítima de violência doméstica encontra apoio, orientação e proteção em um ambiente seguro. “Quando o Conselho Tutelar é acionado imediatamente o Protege também entra no caso. Ele atua depois que a violação aconteceu, é um mecanismo de amparo. Também desenvolvemos trabalho de prevenção, que é feito por meio de ações dos Centros de Referência em Assistência Social (CRAS), e pela Diretoria da Mulher”.
            De acordo com a diretoria do Protege, a psicóloga Carla Gonzaga Cardoso, quando um caso é encaminhado ao órgão ele passa a oferecer todo o acompanhamento social e psicológico. A dinâmica de trabalho inclui atendimentos individuais e coletivos. São três grupos que se reúnem a cada 15 dias para interagir, compartilhar as experiências e buscar juntos a superação de seus traumas.
            Segundo Carla, a maioria dos atendimentos envolve violência psicológica e sexual contra a criança. Em média são registrados até 20 casos desse tipo por mês. Quando se trata de violência psicológica a maior parte está relacionada à separação dos pais. “Nessas situações, nosso trabalho é tornar a criança mais preparada para enfrentar o processo, que não é simples”.
            Já no caso da violência sexual, que corresponde a aproximadamente metade das ocorrências, é envolvido também o trabalho da polícia. Geralmente as denúncias partem de vizinhos que preferem manter o anonimato. Raramente elas são feitas pelas mães. Nessas situações o núcleo verifica e aciona o conselho tutelar, que acompanha a criança ao IML para fazer os exames necessários. “Esse tipo de investigação é difícil porque, em muitos casos, há apenas toques e carícias. É por meio do acompanhamento psicológico que identificamos se realmente houve abuso. Esse não e um atendimento que é feito uma só vez, ele se estende por vários anos”, explica Carla.
            Ela conta que o abuso sexual de crianças e adolescentes, mesmo sendo um dos campeões em ocorrências, é o tipo de violência mais difícil de ser combatido. Isso acontece porque os atos ocorrem dentro de casa, onde não há pessoas dispostas a denunciar. A psicóloga cita como exemplo o padrasto que foi preso em flagrante molestando a enteada de apenas 12 anos. O ato só foi descoberto graças à denúncia de uma vizinha. A mãe da garota, entretanto, também foi indiciada como co-autora, já que desconfiava dos abusos e não tomou nenhuma providência.
            “Nossa experiência mostra que muitas mães sabem ou desconfiam desses acontecimentos, porém não denunciam. Nós ainda vivemos em uma sociedade muito preconceituosa, onde a mulher acredita que cuidar da casa e seguir o marido é seu único caminho. Por isso muitas sofrem com as agressões. Para se ter uma idéia hoje nós temos no grupo aproximadamente 70 mulheres cadastradas, no entanto apenas 10 participam das atividades. A maioria sente vergonha por ter voltado para os seus companheiros”, explica a diretora do Protege.
            Carla também revela outra característica comum na cultura do brasileiro: o preconceito contra os homossexuais. “Recentemente uma ocorrência que nos chamou a atenção foi a de um garoto agredido e molestado pelo vizinho. Nesse caso o fato de o jovem ser homossexual contribuiu para que o agressor se livrasse da acusação de abuso. Durante o processo os advogados conseguiram excluir a acusação, sob a alegação de que a vítima consentira o ato”.
            Além do silêncio dentro da família e do preconceito contra homossexuais a psicóloga aponta para outra perspectiva, o fato de a agressão contra a mulher ser encarada como algo natural. “Apesar dos números de ocorrências serem elevados ainda há muitos casos de violência que não são registrados, principalmente quando envolvem a mulher. Quando a vítima é uma criança as pessoas levantam mais a bandeira, mas em se tratando de casais, elas não se envolvem. Com isso as denúncias só chegam por meio das próprias vitimas”.
Reportagem-Eleyda Moreira
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